Almada Living
Bloco de Apartamentos | Porto 2018
Com uma localização privilegiada no coração do Porto, o Living Almada resulta da reconversão e reabilitação de dois edifícios existentes na Rua do Almada — uma artéria histórica marcada por uma forte identidade urbana e comercial.
Inserido numa zona classificada como Património Mundial da UNESCO, o projeto teve como objetivo transformar este conjunto em dezoito apartamentos destinados a habitação permanente, com dois espaços comerciais no piso térreo, preservando o carácter arquitetónico e adaptando os espaços aos padrões de conforto e funcionalidade contemporâneos.
Projeto | Living Almada
Localização | Porto, Portugal
Ano de Conclusão | 2018
Área de Construção | 1.780 m²
Cliente | Prisma Sublime I Colunas de Pedra
Consultoria | Arquitectos Aliados Consulting
Arquitetura | Arquitectos Aliados (Luís Barbosa, Susana Leite e Pedro Monteiro)
Colaboradores | João Gaspar e João Farinha
Engenharia | Amplitude Acoustics, ENCEP, Patrícia Sousa, EXACTUSENSU, Filipe Coelho, GM, Speed of Light
Imagens 3D | Rui Quaresma
Fotografia | João Morgado
“Reabilitar duas moradias centenárias no centro do Porto, respeitando a sua memória e linguagem construtiva, foi um exercício de equilíbrio entre permanência e transformação — um desafio que acolhemos com a sensibilidade e o rigor que caracterizam a nossa abordagem ao património edificado.”
ARQUITECTOS ALIADOS
Procurement
Os Arquitectos Aliados estiveram envolvidos desde as fases iniciais do processo, colaborando com o promotor na análise de viabilidade do emparcelamento e na adequação dos edifícios ao novo uso. O apoio técnico incluiu a avaliação das pré-existências, o estudo das condicionantes legais e urbanísticas de zonas históricas protegidas, e a definição das estratégias de licenciamento.
Este acompanhamento integrado — do levantamento ao licenciamento, passando pela coordenação de projeto e assistência à obra — garantiu uma intervenção eficaz, sustentável e adequada ao contexto urbano e patrimonial da Baixa do Porto.
Conceito
O projeto integrou dois edifícios preexistentes — com usos distintos e funcionamentos autónomos — numa estrutura coesa e funcional. Respeitou-se a linguagem e as fachadas originais, ao mesmo tempo que se reconfiguraram profundamente os interiores.
A geometria estreita e profunda das parcelas (com cerca de 5,5 metros de frente e até 48 metros de profundidade) foi reinterpretada através da introdução de seis pátios e saguões, garantindo ventilação, iluminação natural e transição entre áreas comuns e privadas.
Arquitectura
A intervenção preservou os elementos construtivos de valor patrimonial, como fachadas, coberturas e carpintarias, conciliando-os com uma reorganização profunda dos interiores, motivada pelo estado de degradação dos edifícios e pela necessidade de os adaptar ao novo uso.
As frações habitacionais organizam-se em torno dos pátios, criando ambientes bem iluminados, ventilados e funcionalmente eficientes. A diversidade tipológica — com apartamentos de um a três quartos — e a adaptação aos diferentes pé-direitos conferem carácter e singularidade a cada unidade.
A articulação entre elementos pré-existentes e soluções contemporâneas assegura um equilíbrio entre permanência e renovação, valorizando tanto a identidade original do conjunto como as exigências do habitar contemporâneo.
Materiais e detalhes
A intervenção valorizou a combinação de materiais tradicionais — como madeira maciça, mosaico hidráulico, mármore, chapa ondulada pré-lacada e alvenaria de pedra — reinterpretando-os de forma a responder às exigências atuais da habitação.
Nos compartimentos voltados para a rua e para o tardoz (fachada posterior), foram reabilitadas ou reinterpretadas carpintarias e guarnições originais em madeira esmaltada, preservando elementos como rodatetos e lambris.
Nos compartimentos ao longo da profundidade do lote, foi adotada uma abordagem mais contemporânea, visível nas fachadas interiores (voltadas para pátios e saguões) e nos detalhes das carpintarias.
O Living Almada representa uma forma de viver o centro do Porto com autenticidade, qualidade e identidade
Archdaily
Tratando-se de edificações inseridas em parcelas estreitas (~5.50 metros de frente) e profundas (~35 a 48 metros de comprimento, no caso), característica da parcela típica do sec. XVIII / XIX desta zona da cidade, o projeto preconiza a abertura de vários saguões / pátios, de diferentes níveis e dimensões, tanto para a ventilação como entrada de luz natural para zonas comuns, frações comerciais, no piso térreo, e habitacionais, nos pisos superiores. Resultam seis pátios / saguões, cinco dos quais acessíveis (terraços) mas com diferentes caracterizações.







































